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Sou a poesia que me habita.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

dois a dois

planos em riste
tu fugiste
eu fiquei triste

repensei
hesitei
eu lá sei?

tu estremeceste
te enfraqueceste
e a mim recorreste

eu te acolhi
a ti me abri
conquistamos o bi

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Minha lição de coração

Tanto te quis
Que tive que aprender 
A não te ter

E sem ti
É que de fato aprendi
A amar

Amor incondicional 
Sem desejos nem anseios
Só o que é

Abundância 
Que transborda
Em plenitude do ser

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Canal

O que é que significa 
Esse amor que te sinto
Puro de admiração
Ego largado no chão
Te sigo com os olhos 
Pois com o corpo não me deixas

Deixa estar
Já não posso compreender
Se o que quero não pode ser
E o que é não posso ter

Por vezes é preciso
Apenas abrir espaço
Para que o ser se manifeste
Dentro da real existência 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Metade

Há um não sei o que 
de não sei onde 
que me falta

Quando você chega
E não é
Exatamente aquilo
Que esperava

Desejo, amor, sonho 
Com história
Parece real
Sinto assim
Mas não é

Ou quase
Voce vem 
Pela metade

Aconteceu

E você veio
E eu estranhei
Novamente viajei

Sonhei além
Não vivi o que era
Pois você lá não estava
Tudo aquilo, era o que esperava

Na realidade, não foi como no sonho
Um outro plano
Lá, amor profundo
Aqui, amigo fecundo