Você já é o meu presente
Ainda que eu tenha que esperar
Creio que já é evidente
O que será quando te desembrulhar
O coração descompassa, improvisa
Bate forte de paixão
Só uma intuição muito precisa
Pra amenizar essa incubação
Cada dia de saudade
Sinto um querer amadurecendo
Vai crescendo a felicidade
E mais gostoso vai sendo
O céu é azul, percebo agora
Sereno e seguro, acolhedor
Acredito mais a cada hora
Que encontrei o meu amor
Mas sentir tanta falta, não aconselho
Ás vezes, falta até o ar
O azul tinge-se de vermelho
Conto as horas para essa espera acabar
Aperta daqui, você resmunga daí
A distância cobra seu preço
A gente se segura pra não cair
Pra não se perder em um tropeço
Ai, se eu pudesse com minha mão
Todas as estrelas tocar
Apanharia ao menos uma do trilhão
Para sempre lhe acompanhar
Enfim, é noite de lua
Vou me embora ver meu benzinho
Me chama que sou sua
Pra gente se amar devagarinho
É agora, um outro tempo
De pensar com o coração
De sentir por dentro
Deixar fluir a emoção
A vida nos põe em prova
Pra testar nossa vontade
Mas, desistir? Uma ova!
Eu quero você de verdade
Transformando os tijolinhos
De vontade, em realidade
A gente segue, pequenininhos
Encontrando nossa felicidade
Por isso, agora prevejo
Que nossa união será firme e feliz
Porque além do que desejo
É o destino que me diz
Sou a poesia que me habita.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Cordel
Porque és como o mar
Porque sou como o céu
Para te encantar
Faço a ti esse cordel
Ó, menino faceiro
Passarinho azulão
Mesmo tão aventureiro
Fez casa em meu coração
Como céu que sou
Dou-te o mundo para voar
És o pássaro que me libertou
Para eu viver só de amar
Eu, estrela pequenina
Tu, o mar que me reflete
Tão feliz que nem se imagina
Jorro luz que nem confete
Porque sou como o céu
Para te encantar
Faço a ti esse cordel
Ó, menino faceiro
Passarinho azulão
Mesmo tão aventureiro
Fez casa em meu coração
Como céu que sou
Dou-te o mundo para voar
És o pássaro que me libertou
Para eu viver só de amar
Eu, estrela pequenina
Tu, o mar que me reflete
Tão feliz que nem se imagina
Jorro luz que nem confete
sábado, 15 de janeiro de 2011
Aconteceu
De eu nadar num poço estrelado
Em um lugar abençoado
Com um menino iluminado
Que queria ser meu namorado
Mas ele era muito novinho
Ainda faltava um longo caminho
Para aquele homem-passarinho
Se aconchegar nesse ninho
Foi passando o tempo
Às vezes, rápido, às vezes, lento
Humildemente, a gente ia vivendo
O que pedia o momento
Até que um dia, a gente se reviu
Em um outro cenário mágico e sutil
Um amadurecimento sincero serviu
Para eu abandonar aquela visão infantil
E, então, amanheceu
Uma pergunta a uns amigos ele verteu
E, sem graça, me ocorreu
Que aquele homem poderia ser meu
Em um lugar abençoado
Com um menino iluminado
Que queria ser meu namorado
Mas ele era muito novinho
Ainda faltava um longo caminho
Para aquele homem-passarinho
Se aconchegar nesse ninho
Foi passando o tempo
Às vezes, rápido, às vezes, lento
Humildemente, a gente ia vivendo
O que pedia o momento
Até que um dia, a gente se reviu
Em um outro cenário mágico e sutil
Um amadurecimento sincero serviu
Para eu abandonar aquela visão infantil
E, então, amanheceu
Uma pergunta a uns amigos ele verteu
E, sem graça, me ocorreu
Que aquele homem poderia ser meu
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