De eu nadar num poço estrelado
Em um lugar abençoado
Com um menino iluminado
Que queria ser meu namorado
Mas ele era muito novinho
Ainda faltava um longo caminho
Para aquele homem-passarinho
Se aconchegar nesse ninho
Foi passando o tempo
Às vezes, rápido, às vezes, lento
Humildemente, a gente ia vivendo
O que pedia o momento
Até que um dia, a gente se reviu
Em um outro cenário mágico e sutil
Um amadurecimento sincero serviu
Para eu abandonar aquela visão infantil
E, então, amanheceu
Uma pergunta a uns amigos ele verteu
E, sem graça, me ocorreu
Que aquele homem poderia ser meu
Sou a poesia que me habita.
sábado, 15 de janeiro de 2011
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