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Sou a poesia que me habita.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sardas ardentes

Pontos pardos
Espalhados
Disformes
Perdidos
Num mar de leite
Branco
Claro
Que navego
Arredia
Sem pressa
Para encontrar
Seu ápice
Sem perceber
Que tudo
Em você
É meu clímax

O que tua ruivice sardenta tem
Que me deixa assim
Eu não sei
Mas não me canso
De procurar descobrir