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Sou a poesia que me habita.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vai e volta

Pé no chão
Fico onde estou
Sem pirar
Sem deslumbrar
Sem exagerar

Olho para trás e reconheço
Empolgação
Que traz elucubração 
Fantasia
Fantasio
Transvestindo as situações 
Distorcendo as circunstâncias 
Esqueço o que é 
Viajo no vir a ser

Mas isso não dura
Falta chão na ilusão 
Perdida, sufoco 
E procuro a volta
Para o centro
Para o presente

A meu presente
Agradeço
Pela presença 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Buda

E se todo dia me perguntassem?
Todo dia responderia

Pois todo dia brilham duas estrelas
Por sobre o castanho profundo dos meus olhos
Por te ver mesmo quando em pessoa não estás

Porque presente tu és e sempre serás
Para mim e para o mundo