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Sou a poesia que me habita.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

alma boba

houve um tempo
em que eu estava perdida
ou seria solta?
ou seria livre?

pensava que era e que seria
queria sonhando que era
era pensando que vivia

viajando entre espaços
começos
bobos
loucos inícios

na aventura de desejar
e ser o que não se é
mas se pode ser
o vir-a-ser

desconhecido, arrisco
guardando no coração
os valores
sigo

se-guia

até que cheguei
e aqui estando é preciso ser
o que sou
além

amadurecer
mago e sacerdotisa
ser-vir

sou