Todo dia eu amanheço
Um novo dia dentro de mim
Novos olhos
Para velhas questões
Novos encontros
Com velhas opiniões
Sigo assim
Misturando o que vejo
Com o que sinto
O que desejo
Com o que nem percebo
Para chegar ao fim
Do novo dia em si
Com novas formas de ser
E muito mais para descobrir
Sou a poesia que me habita.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
João do Rio
João cuidava do rio
Era só o que fazia, por anos a fio
Sua única meta e vocação
Seu movimento, ele observava
Sua trajetória, ele então planejava
Para seu curso corrigir
A corrente era orientada
Para que as margens fossem banhadas
Plantas e peixes, alimentados
Se muito chovia
A terra, João movia
Para que a água não se excedesse
Quando o sol escaldava
Coberturas, João arranjava
Para que a água não se evaporasse
Fazia isso, João, desde menino
Dia a dia, cumpria este destino
Só do rio se ocupava
Até que um dia, muita chuva se deu
João resistiu, mas então cedeu
Caiu no Rio e se rendeu
Sua presença, a água convocou
Sua consciência, reorientou
De fora, para dentro
A torrente o embalou
E João se entregou
Sem pensar se deixou
Enquanto esvaziava, recebia
O que até então não percebia
Foi fazendo sua travessia
Quanto mais se diminuía
Mais longe alcançava
O Supremo vivenciava
A chuva agora cadenciava
E joão já realizava
Sua existência limitada
O Fluxo ele não comandava
Apenas sem saber, navegava
Numa Sabedoria há tempos instaurada
Sua mente utilitária
Era só peça secundária
Naquela confluência de devoção
Na labuta diária de joão
Seu querer pouco importava
O Rio ele não controlava
Por sua lealdade comprovada
Sua função subiu uma oitava
E tornou-se do Rio um guardião
Percebeu, então, que essa guarda
Era só o que fazia, mesmo enquanto se enganava
Pois era sempre o Rio que de joão cuidava
Era só o que fazia, por anos a fio
Sua única meta e vocação
Seu movimento, ele observava
Sua trajetória, ele então planejava
Para seu curso corrigir
A corrente era orientada
Para que as margens fossem banhadas
Plantas e peixes, alimentados
Se muito chovia
A terra, João movia
Para que a água não se excedesse
Quando o sol escaldava
Coberturas, João arranjava
Para que a água não se evaporasse
Fazia isso, João, desde menino
Dia a dia, cumpria este destino
Só do rio se ocupava
Até que um dia, muita chuva se deu
João resistiu, mas então cedeu
Caiu no Rio e se rendeu
Sua presença, a água convocou
Sua consciência, reorientou
De fora, para dentro
A torrente o embalou
E João se entregou
Sem pensar se deixou
Enquanto esvaziava, recebia
O que até então não percebia
Foi fazendo sua travessia
Quanto mais se diminuía
Mais longe alcançava
O Supremo vivenciava
A chuva agora cadenciava
E joão já realizava
Sua existência limitada
O Fluxo ele não comandava
Apenas sem saber, navegava
Numa Sabedoria há tempos instaurada
Sua mente utilitária
Era só peça secundária
Naquela confluência de devoção
Na labuta diária de joão
Seu querer pouco importava
O Rio ele não controlava
Por sua lealdade comprovada
Sua função subiu uma oitava
E tornou-se do Rio um guardião
Percebeu, então, que essa guarda
Era só o que fazia, mesmo enquanto se enganava
Pois era sempre o Rio que de joão cuidava
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Eis
de pensar
que eu sabia
perdi
o pulso das coisas
desandei
fritei
desaguei
procurei
me reencontrar
o centro
o eixo
procurei
na chama
me encontrei
e roguei
esvaziei
para respirar
respirei
para não pirar
deixei
aceitei
não sei
fora não mudou
aqui sim
o controle
larguei
me entreguei
que eu sabia
perdi
o pulso das coisas
desandei
fritei
desaguei
procurei
me reencontrar
o centro
o eixo
procurei
na chama
me encontrei
e roguei
esvaziei
para respirar
respirei
para não pirar
deixei
aceitei
não sei
fora não mudou
aqui sim
o controle
larguei
me entreguei
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Vai e volta
Pé no chão
Fico onde estou
Sem pirar
Sem deslumbrar
Sem exagerar
Olho para trás e reconheço
Empolgação
Que traz elucubração
Fantasia
Fantasio
Transvestindo as situações
Distorcendo as circunstâncias
Esqueço o que é
Viajo no vir a ser
Mas isso não dura
Falta chão na ilusão
Perdida, sufoco
E procuro a volta
Para o centro
Para o presente
A meu presente
Agradeço
Pela presença
Fico onde estou
Sem pirar
Sem deslumbrar
Sem exagerar
Olho para trás e reconheço
Empolgação
Que traz elucubração
Fantasia
Fantasio
Transvestindo as situações
Distorcendo as circunstâncias
Esqueço o que é
Viajo no vir a ser
Mas isso não dura
Falta chão na ilusão
Perdida, sufoco
E procuro a volta
Para o centro
Para o presente
A meu presente
Agradeço
Pela presença
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Buda
E se todo dia me perguntassem?
Todo dia responderia
Pois todo dia brilham duas estrelas
Por sobre o castanho profundo dos meus olhos
Por te ver mesmo quando em pessoa não estás
Porque presente tu és e sempre serás
Para mim e para o mundo
Todo dia responderia
Pois todo dia brilham duas estrelas
Por sobre o castanho profundo dos meus olhos
Por te ver mesmo quando em pessoa não estás
Porque presente tu és e sempre serás
Para mim e para o mundo
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Biruta
Amor louco-vento
Envolvente, me leva e me traz
Homem força-centro
Em suas tramas, eu acredito na paz
Promete que voaremos pelo mundo
Eu no manche, ele ao lado
Assistindo, como se um filme eu fosse
Sem me pedir nada além de que eu ficasse
Sempre perto, ao alcance do seu olho
Mas seu coração não conseguiu acreditar
Em outro porto resolveu ancorar
Escolheu não mais me olhar
Um querer absorto me deixar
Envolvente, me leva e me traz
Homem força-centro
Em suas tramas, eu acredito na paz
Promete que voaremos pelo mundo
Eu no manche, ele ao lado
Assistindo, como se um filme eu fosse
Sem me pedir nada além de que eu ficasse
Sempre perto, ao alcance do seu olho
Mas seu coração não conseguiu acreditar
Em outro porto resolveu ancorar
Escolheu não mais me olhar
Um querer absorto me deixar
segunda-feira, 20 de junho de 2011
peixe virado touro
como há de se entender
um ser de tanto querer
sem sequer perceber
em gelo se verter
é de muito se estranhar
alguém que vivia no mar
de sentir e desejar
de repente oco ficar
coisa que não é daqui
efeito dos astros, ouvi
lua em peixes, nasci
mas roupa de touro, vesti
por Deus que não é para sempre
há de ser este ano somente
tanto frio assim não é de gente
mas há de ser bom para a mente
um ser de tanto querer
sem sequer perceber
em gelo se verter
é de muito se estranhar
alguém que vivia no mar
de sentir e desejar
de repente oco ficar
coisa que não é daqui
efeito dos astros, ouvi
lua em peixes, nasci
mas roupa de touro, vesti
por Deus que não é para sempre
há de ser este ano somente
tanto frio assim não é de gente
mas há de ser bom para a mente
segunda-feira, 13 de junho de 2011
lá e cá
a onda vem de sopetão
e sem cerimônia
joga tudo no turbilhão
firmeza para se segurar
sacode pra lá e pra cá
testando o suportar
foco para resolver a confusão
lembrar do que tem valor
sair da falsa solidão
compaixão pelo próximo
confiança nos sonhos
abertura para as bênçãos
o desconforto vai passando
o amor se apropriando
dos espaços que são abertos
descontração e alegria
intimidade e união
risadas e olhares a florir
pausa para o externo
momento de consultas
novas energias e distrações
aparece um novo olhar
uma cobrança para acelerar
a desaceleração, que está em seu lugar
ferem acordes dissonantes
imposição perfurando a aceitação
desarmonia em profusão
mental e verbo instaurados
coração ensurdecido, apertado
já não há compreensão
de dentro emerge a pacificação
brota do olho a água salgada
trazendo a percepção
o novo vem surgindo
naturalmente, sem pressão
genuíno fluxo contínuo
respeito e reconhecimento
acolhendo os presentes
que nutrem a transformação
e sem cerimônia
joga tudo no turbilhão
firmeza para se segurar
sacode pra lá e pra cá
testando o suportar
foco para resolver a confusão
lembrar do que tem valor
sair da falsa solidão
compaixão pelo próximo
confiança nos sonhos
abertura para as bênçãos
o desconforto vai passando
o amor se apropriando
dos espaços que são abertos
descontração e alegria
intimidade e união
risadas e olhares a florir
pausa para o externo
momento de consultas
novas energias e distrações
aparece um novo olhar
uma cobrança para acelerar
a desaceleração, que está em seu lugar
ferem acordes dissonantes
imposição perfurando a aceitação
desarmonia em profusão
mental e verbo instaurados
coração ensurdecido, apertado
já não há compreensão
de dentro emerge a pacificação
brota do olho a água salgada
trazendo a percepção
o novo vem surgindo
naturalmente, sem pressão
genuíno fluxo contínuo
respeito e reconhecimento
acolhendo os presentes
que nutrem a transformação
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Fluxo
Medo que passa com um aperto
É de rasgar o peito
Abrir espaço pra caber
Sussurra alto e eu não ouço
Pensa, meu amor, e eu sei
Adivinha sou do teu querer
Precisa, pra fazer o simples
Só o que deve ser feito
Pra nunca ser quase o ter
Respira, pra não dar uma de louco
Quem tem muito não pode querer pouco
É trabalho com prazer
Fala que só alimenta a minha tara
Desconheço essa calma
Vinda do desaguar do seu ser
É de rasgar o peito
Abrir espaço pra caber
Sussurra alto e eu não ouço
Pensa, meu amor, e eu sei
Adivinha sou do teu querer
Precisa, pra fazer o simples
Só o que deve ser feito
Pra nunca ser quase o ter
Respira, pra não dar uma de louco
Quem tem muito não pode querer pouco
É trabalho com prazer
Fala que só alimenta a minha tara
Desconheço essa calma
Vinda do desaguar do seu ser
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Meu presente
é verdade
tá tudo aí
não guardo nada
pois nada é meu
minha vida inteira?
eu não tenho
tudo o que vivi?
não é meu
só este instante
este momento
esta escolha
me pertence
tudo o que tenho
só o que é meu
é o maior presente
que posso te dar
tá tudo aí
não guardo nada
pois nada é meu
minha vida inteira?
eu não tenho
tudo o que vivi?
não é meu
só este instante
este momento
esta escolha
me pertence
tudo o que tenho
só o que é meu
é o maior presente
que posso te dar
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Chão estrelado
Porque desejo a paz
Amor profundo
Me banho em suas águas
Nem calmas nem agitadas
Abundância clara
Delícia de viver
Prazer de ser
Criança novidadeira
De alma aventureira
Porque me reconheço
Cada dia mais quem sou
Conhecendo a essência
Vejo que tem aqui
Muito mais do que pensava
Vou desfazendo a montaria
Armação antiga
Que já não serve mais
Porque se forma algo novo
Com gosto de suspiro
De expiração e inspiração
De troca na harmonia
De chão estrelado
De céu enluarado
De noite de cantoria
De manhã de maravilha
De flores que brotam frutos
Amor profundo
Me banho em suas águas
Nem calmas nem agitadas
Abundância clara
Delícia de viver
Prazer de ser
Criança novidadeira
De alma aventureira
Porque me reconheço
Cada dia mais quem sou
Conhecendo a essência
Vejo que tem aqui
Muito mais do que pensava
Vou desfazendo a montaria
Armação antiga
Que já não serve mais
Porque se forma algo novo
Com gosto de suspiro
De expiração e inspiração
De troca na harmonia
De chão estrelado
De céu enluarado
De noite de cantoria
De manhã de maravilha
De flores que brotam frutos
quinta-feira, 28 de abril de 2011
dois a dois
planos em riste
tu fugiste
eu fiquei triste
repensei
hesitei
eu lá sei?
tu estremeceste
te enfraqueceste
e a mim recorreste
eu te acolhi
a ti me abri
conquistamos o bi
tu fugiste
eu fiquei triste
repensei
hesitei
eu lá sei?
tu estremeceste
te enfraqueceste
e a mim recorreste
eu te acolhi
a ti me abri
conquistamos o bi
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Minha lição de coração
Tanto te quis
Que tive que aprender
A não te ter
E sem ti
É que de fato aprendi
A amar
Amor incondicional
Sem desejos nem anseios
Só o que é
Abundância
Que transborda
Em plenitude do ser
Que tive que aprender
A não te ter
E sem ti
É que de fato aprendi
A amar
Amor incondicional
Sem desejos nem anseios
Só o que é
Abundância
Que transborda
Em plenitude do ser
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Canal
O que é que significa
Esse amor que te sinto
Puro de admiração
Ego largado no chão
Te sigo com os olhos
Pois com o corpo não me deixas
Deixa estar
Já não posso compreender
Se o que quero não pode ser
E o que é não posso ter
Por vezes é preciso
Apenas abrir espaço
Para que o ser se manifeste
Dentro da real existência
Esse amor que te sinto
Puro de admiração
Ego largado no chão
Te sigo com os olhos
Pois com o corpo não me deixas
Deixa estar
Já não posso compreender
Se o que quero não pode ser
E o que é não posso ter
Por vezes é preciso
Apenas abrir espaço
Para que o ser se manifeste
Dentro da real existência
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Metade
Há um não sei o que
de não sei onde
que me falta
Quando você chega
E não é
Exatamente aquilo
Que esperava
Desejo, amor, sonho
Com história
Parece real
Sinto assim
Mas não é
Ou quase
Voce vem
Pela metade
de não sei onde
que me falta
Quando você chega
E não é
Exatamente aquilo
Que esperava
Desejo, amor, sonho
Com história
Parece real
Sinto assim
Mas não é
Ou quase
Voce vem
Pela metade
Aconteceu
E você veio
E eu estranhei
Novamente viajei
Sonhei além
Não vivi o que era
Pois você lá não estava
Tudo aquilo, era o que esperava
Na realidade, não foi como no sonho
Um outro plano
Lá, amor profundo
Aqui, amigo fecundo
E eu estranhei
Novamente viajei
Sonhei além
Não vivi o que era
Pois você lá não estava
Tudo aquilo, era o que esperava
Na realidade, não foi como no sonho
Um outro plano
Lá, amor profundo
Aqui, amigo fecundo
quinta-feira, 31 de março de 2011
Acontece
Você vem à noite, tem hora marcada,
Meia-noite inteira é assim que vai ser
Eu em você, você em mim
Nossas vidas num novo alvorecer
Realidade viva, tempo presente
Esta semente vamos cultivar
Só nosso é, a ninguém mais pertence
Este segredo vamos guardar
Sem promessas, experimentando o silêncio
Do princípio, vamos nos reconhecer
Sem planos, nem controle
Abrindo espaço pra esse amor florescer
Nutrindo o ser, nos tornando inteiros
Sem ilusões, nós vamos navegar
Olhando para dentro, olhando para fora
Da consciência um novo despertar
Meia-noite inteira é assim que vai ser
Eu em você, você em mim
Nossas vidas num novo alvorecer
Realidade viva, tempo presente
Esta semente vamos cultivar
Só nosso é, a ninguém mais pertence
Este segredo vamos guardar
Sem promessas, experimentando o silêncio
Do princípio, vamos nos reconhecer
Sem planos, nem controle
Abrindo espaço pra esse amor florescer
Nutrindo o ser, nos tornando inteiros
Sem ilusões, nós vamos navegar
Olhando para dentro, olhando para fora
Da consciência um novo despertar
quarta-feira, 23 de março de 2011
Nova-mente
O vazio... Novamente, vem me chamar
Espaço já tão explorado
Mas ainda tão desconhecido
Resisto, mas não posso evitar
Aqui vou eu
Nessa aventura etérea
Sem fazer a menor idéia
Do que foi que aconteceu
Foi meu coração quem quis
Apertou a intuição
Contra o sentido da razão
Eu, confiante, obedeci
Lá vou eu
Sem saber o que me espera
Abrindo mão de uma linda paquera
Para receber o que é meu
Espaço já tão explorado
Mas ainda tão desconhecido
Resisto, mas não posso evitar
Aqui vou eu
Nessa aventura etérea
Sem fazer a menor idéia
Do que foi que aconteceu
Foi meu coração quem quis
Apertou a intuição
Contra o sentido da razão
Eu, confiante, obedeci
Lá vou eu
Sem saber o que me espera
Abrindo mão de uma linda paquera
Para receber o que é meu
sexta-feira, 18 de março de 2011
2012
E se fosse agora
O fim desta Era
E se nesta hora
Nada fosse mais o que era?
Com quem eu estaria
Quem eu sentiria
A quem me agarraria
No final dos meus dias?
De certo, te desejaria
A saudade me tomaria
Tanto sonho reprimido
Voltaria num estampido
Mas disso não passaria
Eu não mais te escolheria
Teu lugar eu desconheço
Aqui vivo um recomeço
Aconchegaria meu nariz
Nesta luz que me quis
Neste coração aprendiz
Cujo amor já cria raiz
O fim desta Era
E se nesta hora
Nada fosse mais o que era?
Com quem eu estaria
Quem eu sentiria
A quem me agarraria
No final dos meus dias?
De certo, te desejaria
A saudade me tomaria
Tanto sonho reprimido
Voltaria num estampido
Mas disso não passaria
Eu não mais te escolheria
Teu lugar eu desconheço
Aqui vivo um recomeço
Aconchegaria meu nariz
Nesta luz que me quis
Neste coração aprendiz
Cujo amor já cria raiz
quarta-feira, 16 de março de 2011
Nova LUZ
Luz que chegou presente
Se colocando imediatamente
No canal que estava se fechando
Passou pelo Portal comemorando
Tão diferente e tão igual
Tão novo e tão real
Com tanto que se é
Com tanto que quer vir
Compartilho de seus sonhos
Seus desejos e suas dúvidas
Seus anseios e suas lutas
Suas descobertas e suas curas
Vivo como nunca vivi
Uma história daqui
Sem promessas nem ilusões
Sem expectativas nem frustrações
Gosto de ser
o que se quer
Gosto de você
como você é
Se colocando imediatamente
No canal que estava se fechando
Passou pelo Portal comemorando
Tão diferente e tão igual
Tão novo e tão real
Com tanto que se é
Com tanto que quer vir
Compartilho de seus sonhos
Seus desejos e suas dúvidas
Seus anseios e suas lutas
Suas descobertas e suas curas
Vivo como nunca vivi
Uma história daqui
Sem promessas nem ilusões
Sem expectativas nem frustrações
Gosto de ser
o que se quer
Gosto de você
como você é
terça-feira, 15 de março de 2011
Vazio
Breu em branco
Nada que é tudo
Quietude atemporal
Berço da fertilidade
Terra da criatividade
Universo das possibilidades
Argila do destino
Matéria da fortuna
Palco do acaso
Zero à esquerda
Início e fim
Espaço a ser
Descanso do ser
Pausa da transformação
Forma a forma
Nada que é tudo
Quietude atemporal
Berço da fertilidade
Terra da criatividade
Universo das possibilidades
Argila do destino
Matéria da fortuna
Palco do acaso
Zero à esquerda
Início e fim
Espaço a ser
Descanso do ser
Pausa da transformação
Forma a forma
quinta-feira, 10 de março de 2011
Morte e Vida Peregrina
Amar muito pode doer
Quando não se é correspondido
Todo aquele desejo de acontecer
Se mostrar um sonho perdido
Com muita força, acreditei
Se não, nem dava pra começar
De corpo e alma me entreguei
E quis viver só de amar
Nem tudo era perfeito
Tínhamos momentos estranhos
Mas acaso algo foi feito
Pronto no ser humano?
Já o bom era uma maravilha
Uma enorme admiração
O que um queria o outro tinha
Uma troca de pura benção
E íamos vivendo
Tijolinho por tijolinho
Construindo e fortalecendo
Nosso querido castelinho
Mas então como num susto
Um vento entrou atravessado
O que me pediu era muito
Que deixasse tudo no passado
Quis fingir que não entendia
Mas estava tudo bem explicado
Olho no olho, sem fantasia
Ele não podia continuar ao meu lado
O que fazer, me desesperei
Como abrir mão de tanta felicidade?
Chorei muito e então rezei
Pedi que fosse feita a Sua vontade
Parece que assim se deu
Pois nos despedimos com amor
Cientes de que tudo que floresceu
Não podia partir deixando dor
Quando não se é correspondido
Todo aquele desejo de acontecer
Se mostrar um sonho perdido
Com muita força, acreditei
Se não, nem dava pra começar
De corpo e alma me entreguei
E quis viver só de amar
Nem tudo era perfeito
Tínhamos momentos estranhos
Mas acaso algo foi feito
Pronto no ser humano?
Já o bom era uma maravilha
Uma enorme admiração
O que um queria o outro tinha
Uma troca de pura benção
E íamos vivendo
Tijolinho por tijolinho
Construindo e fortalecendo
Nosso querido castelinho
Mas então como num susto
Um vento entrou atravessado
O que me pediu era muito
Que deixasse tudo no passado
Quis fingir que não entendia
Mas estava tudo bem explicado
Olho no olho, sem fantasia
Ele não podia continuar ao meu lado
O que fazer, me desesperei
Como abrir mão de tanta felicidade?
Chorei muito e então rezei
Pedi que fosse feita a Sua vontade
Parece que assim se deu
Pois nos despedimos com amor
Cientes de que tudo que floresceu
Não podia partir deixando dor
Topada
Chocada
Tropecei e caí de cara
Sem esperar que ia ser assim
Inconformada
Como pode algo tão bom
Também ser tão ruim
Machucada
Dói muito tentar tirar
Você de dentro de mim
Passada
Preciso aceitar
Que chegou o nosso fim
Tropecei e caí de cara
Sem esperar que ia ser assim
Inconformada
Como pode algo tão bom
Também ser tão ruim
Machucada
Dói muito tentar tirar
Você de dentro de mim
Passada
Preciso aceitar
Que chegou o nosso fim
quinta-feira, 3 de março de 2011
Ancorando
★ ♥ ★
Como é bom deixar
O que não foi
Nem ontem nem amanhã
E viver o que é
Como é
Na medida
Do de dentro e do de fora
Reconhecer
Quem ama e quem gera
De onde vem
Pra onde vai
Me permitir sentir
E não expressar
Curtir o que é meu
Deixar ficar
Aqui dentro
Aquecendo
Gostosinho
Não é que não seja
Seu também
O meu amor
Só não é preciso explodir
É possível ancorar
E desaguar
Para dentro do mar
Do mais íntimo em mim
Como é bom deixar
O que não foi
Nem ontem nem amanhã
E viver o que é
Como é
Na medida
Do de dentro e do de fora
Reconhecer
Quem ama e quem gera
De onde vem
Pra onde vai
Me permitir sentir
E não expressar
Curtir o que é meu
Deixar ficar
Aqui dentro
Aquecendo
Gostosinho
Não é que não seja
Seu também
O meu amor
Só não é preciso explodir
É possível ancorar
E desaguar
Para dentro do mar
Do mais íntimo em mim
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Mais
É mais que um olhar
É mais que um carinho
É mais que um beijo
É mais
Não basta afagar
Não basta agradar
Não basta mimar
Não basta
Há sempre uma sombra
Uma semente de tempestade
Um fio de ilusão
Sempre há
É preciso mais
Paciência para ouvir
Mais tempo para respirar
É preciso
Ir mais além
A agressividade, invalidar
Dor em amor, transmutar
Ser mais além
É mais que um carinho
É mais que um beijo
É mais
Não basta afagar
Não basta agradar
Não basta mimar
Não basta
Há sempre uma sombra
Uma semente de tempestade
Um fio de ilusão
Sempre há
É preciso mais
Paciência para ouvir
Mais tempo para respirar
É preciso
Ir mais além
A agressividade, invalidar
Dor em amor, transmutar
Ser mais além
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Lua
Atmosfera etérea
Sensações densas
Estranheza no ar
Espaço de divagar
Se uma hora, cheia
A paixão é explosão
Se outra hora, esvazia
É breu em suspensão
De fase em fase, vou passando
Fortalecendo o tônus
Expandindo, com a alegria
E com a tristeza, ganhando bônus
Abandono a razão, sem temor
É tanto amor que até arde
Queima por dentro e ao redor
Tudo em um instante parte
Sensações densas
Estranheza no ar
Espaço de divagar
Se uma hora, cheia
A paixão é explosão
Se outra hora, esvazia
É breu em suspensão
De fase em fase, vou passando
Fortalecendo o tônus
Expandindo, com a alegria
E com a tristeza, ganhando bônus
Abandono a razão, sem temor
É tanto amor que até arde
Queima por dentro e ao redor
Tudo em um instante parte
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Tudo
Você é tudo
Um pouco de todos
Um pouco familiar
E muito incomum
Agora entendi
Porque eu sempre quis
Mas nunca consegui
Ser de verdade feliz
O amor não é ânsia
Não é vazio
É real perseverança
Domando o arredio
Luneta mágica, multicolorida
Passeio por muitos lugares
Ora desconheço, ora sou reconhecida
Renovo meu peito com novos ares
Sigo em frente
Cada vez mais surpresa
Vivendo só o presente
Realizando-me princesa
Um pouco de todos
Um pouco familiar
E muito incomum
Agora entendi
Porque eu sempre quis
Mas nunca consegui
Ser de verdade feliz
O amor não é ânsia
Não é vazio
É real perseverança
Domando o arredio
Luneta mágica, multicolorida
Passeio por muitos lugares
Ora desconheço, ora sou reconhecida
Renovo meu peito com novos ares
Sigo em frente
Cada vez mais surpresa
Vivendo só o presente
Realizando-me princesa
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Hora
Muito tempo de espera, nesse encontro
Oscilando, aprendendo, para cima e para baixo
Aceitando o silêncio, pois nele me acho
Respeitando o conflito, pois meu espelho é o outro
Surgiu, foi assim, um amor broto
Brotou assim como água de riacho
Revelou-se então um baita facho
Então meu medo teria o antídoto
E tudo tem sua hora, assim como seu tempo
E de nada adianta tentar adivinhar
É deixar e aceitar o verdadeiro momento
É preciso deixar o coração serenar
Entre o plantar e o colher, tem o amadurecimento
Esperar que se achegue tudo no seu lugar
Oscilando, aprendendo, para cima e para baixo
Aceitando o silêncio, pois nele me acho
Respeitando o conflito, pois meu espelho é o outro
Surgiu, foi assim, um amor broto
Brotou assim como água de riacho
Revelou-se então um baita facho
Então meu medo teria o antídoto
E tudo tem sua hora, assim como seu tempo
E de nada adianta tentar adivinhar
É deixar e aceitar o verdadeiro momento
É preciso deixar o coração serenar
Entre o plantar e o colher, tem o amadurecimento
Esperar que se achegue tudo no seu lugar
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Lampião e Maria Bonita
Você já é o meu presente
Ainda que eu tenha que esperar
Creio que já é evidente
O que será quando te desembrulhar
O coração descompassa, improvisa
Bate forte de paixão
Só uma intuição muito precisa
Pra amenizar essa incubação
Cada dia de saudade
Sinto um querer amadurecendo
Vai crescendo a felicidade
E mais gostoso vai sendo
O céu é azul, percebo agora
Sereno e seguro, acolhedor
Acredito mais a cada hora
Que encontrei o meu amor
Mas sentir tanta falta, não aconselho
Ás vezes, falta até o ar
O azul tinge-se de vermelho
Conto as horas para essa espera acabar
Aperta daqui, você resmunga daí
A distância cobra seu preço
A gente se segura pra não cair
Pra não se perder em um tropeço
Ai, se eu pudesse com minha mão
Todas as estrelas tocar
Apanharia ao menos uma do trilhão
Para sempre lhe acompanhar
Enfim, é noite de lua
Vou me embora ver meu benzinho
Me chama que sou sua
Pra gente se amar devagarinho
É agora, um outro tempo
De pensar com o coração
De sentir por dentro
Deixar fluir a emoção
A vida nos põe em prova
Pra testar nossa vontade
Mas, desistir? Uma ova!
Eu quero você de verdade
Transformando os tijolinhos
De vontade, em realidade
A gente segue, pequenininhos
Encontrando nossa felicidade
Por isso, agora prevejo
Que nossa união será firme e feliz
Porque além do que desejo
É o destino que me diz
Ainda que eu tenha que esperar
Creio que já é evidente
O que será quando te desembrulhar
O coração descompassa, improvisa
Bate forte de paixão
Só uma intuição muito precisa
Pra amenizar essa incubação
Cada dia de saudade
Sinto um querer amadurecendo
Vai crescendo a felicidade
E mais gostoso vai sendo
O céu é azul, percebo agora
Sereno e seguro, acolhedor
Acredito mais a cada hora
Que encontrei o meu amor
Mas sentir tanta falta, não aconselho
Ás vezes, falta até o ar
O azul tinge-se de vermelho
Conto as horas para essa espera acabar
Aperta daqui, você resmunga daí
A distância cobra seu preço
A gente se segura pra não cair
Pra não se perder em um tropeço
Ai, se eu pudesse com minha mão
Todas as estrelas tocar
Apanharia ao menos uma do trilhão
Para sempre lhe acompanhar
Enfim, é noite de lua
Vou me embora ver meu benzinho
Me chama que sou sua
Pra gente se amar devagarinho
É agora, um outro tempo
De pensar com o coração
De sentir por dentro
Deixar fluir a emoção
A vida nos põe em prova
Pra testar nossa vontade
Mas, desistir? Uma ova!
Eu quero você de verdade
Transformando os tijolinhos
De vontade, em realidade
A gente segue, pequenininhos
Encontrando nossa felicidade
Por isso, agora prevejo
Que nossa união será firme e feliz
Porque além do que desejo
É o destino que me diz
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Cordel
Porque és como o mar
Porque sou como o céu
Para te encantar
Faço a ti esse cordel
Ó, menino faceiro
Passarinho azulão
Mesmo tão aventureiro
Fez casa em meu coração
Como céu que sou
Dou-te o mundo para voar
És o pássaro que me libertou
Para eu viver só de amar
Eu, estrela pequenina
Tu, o mar que me reflete
Tão feliz que nem se imagina
Jorro luz que nem confete
Porque sou como o céu
Para te encantar
Faço a ti esse cordel
Ó, menino faceiro
Passarinho azulão
Mesmo tão aventureiro
Fez casa em meu coração
Como céu que sou
Dou-te o mundo para voar
És o pássaro que me libertou
Para eu viver só de amar
Eu, estrela pequenina
Tu, o mar que me reflete
Tão feliz que nem se imagina
Jorro luz que nem confete
sábado, 15 de janeiro de 2011
Aconteceu
De eu nadar num poço estrelado
Em um lugar abençoado
Com um menino iluminado
Que queria ser meu namorado
Mas ele era muito novinho
Ainda faltava um longo caminho
Para aquele homem-passarinho
Se aconchegar nesse ninho
Foi passando o tempo
Às vezes, rápido, às vezes, lento
Humildemente, a gente ia vivendo
O que pedia o momento
Até que um dia, a gente se reviu
Em um outro cenário mágico e sutil
Um amadurecimento sincero serviu
Para eu abandonar aquela visão infantil
E, então, amanheceu
Uma pergunta a uns amigos ele verteu
E, sem graça, me ocorreu
Que aquele homem poderia ser meu
Em um lugar abençoado
Com um menino iluminado
Que queria ser meu namorado
Mas ele era muito novinho
Ainda faltava um longo caminho
Para aquele homem-passarinho
Se aconchegar nesse ninho
Foi passando o tempo
Às vezes, rápido, às vezes, lento
Humildemente, a gente ia vivendo
O que pedia o momento
Até que um dia, a gente se reviu
Em um outro cenário mágico e sutil
Um amadurecimento sincero serviu
Para eu abandonar aquela visão infantil
E, então, amanheceu
Uma pergunta a uns amigos ele verteu
E, sem graça, me ocorreu
Que aquele homem poderia ser meu
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