*******

*

Sou a poesia que me habita.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lampião e Maria Bonita

Você já é o meu presente
Ainda que eu tenha que esperar
Creio que já é evidente
O que será quando te desembrulhar

O coração descompassa, improvisa
Bate forte de paixão
Só uma intuição muito precisa
Pra amenizar essa incubação

Cada dia de saudade
Sinto um querer amadurecendo
Vai crescendo a felicidade
E mais gostoso vai sendo

O céu é azul, percebo agora
Sereno e seguro, acolhedor
Acredito mais a cada hora
Que encontrei o meu amor

Mas sentir tanta falta, não aconselho
Ás vezes, falta até o ar
O azul tinge-se de vermelho
Conto as horas para essa espera acabar

Aperta daqui, você resmunga daí
A distância cobra seu preço
A gente se segura pra não cair
Pra não se perder em um tropeço

Ai, se eu pudesse com minha mão
Todas as estrelas tocar
Apanharia ao menos uma do trilhão
Para sempre lhe acompanhar

Enfim, é noite de lua
Vou me embora ver meu benzinho
Me chama que sou sua
Pra gente se amar devagarinho

É agora, um outro tempo
De pensar com o coração
De sentir por dentro
Deixar fluir a emoção

A vida nos põe em prova
Pra testar nossa vontade
Mas, desistir? Uma ova!
Eu quero você de verdade

Transformando os tijolinhos
De vontade, em realidade
A gente segue, pequenininhos
Encontrando nossa felicidade

Por isso, agora prevejo
Que nossa união será firme e feliz
Porque além do que desejo
É o destino que me diz

Nenhum comentário:

Postar um comentário