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Sou a poesia que me habita.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fluxo

Medo que passa com um aperto
É de rasgar o peito
Abrir espaço pra caber 

Sussurra alto e eu não ouço
Pensa, meu amor, e eu sei
Adivinha sou do teu querer

Precisa, pra fazer o simples
Só o que deve ser feito
Pra nunca ser quase o ter

Respira, pra não dar uma de louco
Quem tem muito não pode querer pouco 
É trabalho com prazer

Fala que só alimenta a minha tara
Desconheço essa calma
Vinda do desaguar do seu ser 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meu presente

é verdade
tá tudo aí
não guardo nada
pois nada é meu

minha vida inteira?
eu não tenho
tudo o que vivi?
não é meu

só este instante
este momento
esta escolha
me pertence

tudo o que tenho
só o que é meu
é o maior presente
que posso te dar

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Chão estrelado

Porque desejo a paz 
Amor profundo 
Me banho em suas águas 
Nem calmas nem agitadas 
Abundância clara 
Delícia de viver 
Prazer de ser 
Criança novidadeira 
De alma aventureira 

Porque me reconheço 
Cada dia mais quem sou 
Conhecendo a essência 
Vejo que tem aqui 
Muito mais do que pensava 
Vou desfazendo a montaria 
Armação antiga 
Que já não serve mais 

Porque se forma algo novo 
Com gosto de suspiro 
De expiração e inspiração 
De troca na harmonia 
De chão estrelado 
De céu enluarado 
De noite de cantoria 
De manhã de maravilha 
De flores que brotam frutos