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Sou a poesia que me habita.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Chão estrelado

Porque desejo a paz 
Amor profundo 
Me banho em suas águas 
Nem calmas nem agitadas 
Abundância clara 
Delícia de viver 
Prazer de ser 
Criança novidadeira 
De alma aventureira 

Porque me reconheço 
Cada dia mais quem sou 
Conhecendo a essência 
Vejo que tem aqui 
Muito mais do que pensava 
Vou desfazendo a montaria 
Armação antiga 
Que já não serve mais 

Porque se forma algo novo 
Com gosto de suspiro 
De expiração e inspiração 
De troca na harmonia 
De chão estrelado 
De céu enluarado 
De noite de cantoria 
De manhã de maravilha 
De flores que brotam frutos 

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