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Sou a poesia que me habita.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lua

Atmosfera etérea
Sensações densas
Estranheza no ar
Espaço de divagar

Se uma hora, cheia
A paixão é explosão
Se outra hora, esvazia
É breu em suspensão

De fase em fase, vou passando
Fortalecendo o tônus
Expandindo, com a alegria
E com a tristeza, ganhando bônus

Abandono a razão, sem temor
É tanto amor que até arde
Queima por dentro e ao redor
Tudo em um instante parte

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