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Sou a poesia que me habita.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Morte e Vida Peregrina 

Amar muito pode doer 
Quando não se é correspondido
Todo aquele desejo de acontecer
Se mostrar um sonho perdido

Com muita força, acreditei 
Se não, nem dava pra começar
De corpo e alma me entreguei
E quis viver só de amar

Nem tudo era perfeito
Tínhamos momentos estranhos
Mas acaso algo foi feito
Pronto no ser humano?

Já o bom era uma maravilha
Uma enorme admiração 
O que um queria o outro tinha
Uma troca de pura benção

E íamos vivendo
Tijolinho por tijolinho  
Construindo e fortalecendo
Nosso querido castelinho

Mas então como num susto
Um vento entrou atravessado
O que me pediu era muito
Que deixasse tudo no passado

Quis fingir que não entendia 
Mas estava tudo bem explicado
Olho no olho, sem fantasia
Ele não podia continuar ao meu lado

O que fazer, me desesperei
Como abrir mão de tanta felicidade?
Chorei muito e então rezei
Pedi que fosse feita a Sua vontade

Parece que assim se deu
Pois nos despedimos com amor
Cientes de que tudo que floresceu
Não podia partir deixando dor

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