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Sou a poesia que me habita.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

lá e cá

a onda vem de sopetão
e sem cerimônia
joga tudo no turbilhão

firmeza para se segurar
sacode pra lá e pra cá
testando o suportar

foco para resolver a confusão
lembrar do que tem valor
sair da falsa solidão

compaixão pelo próximo
confiança nos sonhos
abertura para as bênçãos

o desconforto vai passando
o amor se apropriando
dos espaços que são abertos

descontração e alegria
intimidade e união
risadas e olhares a florir

pausa para o externo
momento de consultas
novas energias e distrações

aparece um novo olhar
uma cobrança para acelerar
a desaceleração, que está em seu lugar

ferem acordes dissonantes
imposição perfurando a aceitação
desarmonia em profusão

mental e verbo instaurados
coração ensurdecido, apertado
já não há compreensão

de dentro emerge a pacificação
brota do olho a água salgada
trazendo a percepção

o novo vem surgindo
naturalmente, sem pressão
genuíno fluxo contínuo

respeito e reconhecimento
acolhendo os presentes
que nutrem a transformação

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