a onda vem de sopetão
e sem cerimônia
joga tudo no turbilhão
firmeza para se segurar
sacode pra lá e pra cá
testando o suportar
foco para resolver a confusão
lembrar do que tem valor
sair da falsa solidão
compaixão pelo próximo
confiança nos sonhos
abertura para as bênçãos
o desconforto vai passando
o amor se apropriando
dos espaços que são abertos
descontração e alegria
intimidade e união
risadas e olhares a florir
pausa para o externo
momento de consultas
novas energias e distrações
aparece um novo olhar
uma cobrança para acelerar
a desaceleração, que está em seu lugar
ferem acordes dissonantes
imposição perfurando a aceitação
desarmonia em profusão
mental e verbo instaurados
coração ensurdecido, apertado
já não há compreensão
de dentro emerge a pacificação
brota do olho a água salgada
trazendo a percepção
o novo vem surgindo
naturalmente, sem pressão
genuíno fluxo contínuo
respeito e reconhecimento
acolhendo os presentes
que nutrem a transformação
Sou a poesia que me habita.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
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