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Sou a poesia que me habita.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Atemporal

Palpita agora o meu peito
Busco entender da onde vem
Será uma memória repetida?
Ou o futuro que vem do além?

Quem amei
Quem desejo
Quem virá
Os sentimentos se confundem

O que foi
O que é
O que será
Os acontecimentos se fundem

Deste movimento surge o vazio
Tempo e espaço para a reflexão
Busco o novo, sem fugir do antigo
Mantenho o foco na renovação

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