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Sou a poesia que me habita.

sábado, 17 de julho de 2010

por fim

fim
acabou
não vou mais suspirar
não vou mais esperar
por um dia, enfim

sim
passou
a cegueira idealista
a bobeira alienista
resolvi partir, assim

fim
esvazio
renuncio ao desejo
dispenso o teu beijo
liberto-me de ti

sim
vadio
busco outra perspectiva
fugindo da expectativa
sem pensar, serei feliz

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