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Sou a poesia que me habita.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Como

Como você poderia me conhecer
Se nem eu me conhecia
Se minhas ações se transvestiam de ideais
E minhas falas se perdiam nas intenções

Como você poderia me ver
Se o que mais havia entre
Eram nuvens de desejos

E eu, como te saberia
Se tudo que entendia
Era o que de belo cabia nos meus sonhos
E o que não fosse
Era perdoado e esquecido

Agora já não
Foi-se o véu da imaginação
Brota a imagem da visão

Do que é verdadeiro
Não porque quero
Nem porque é belo
Sem julgamento
Nem culpados
Só o que é
Simples e real

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