Quero o gosto de noite na boca do novo
O olhar da lua sorrindo misteriosa
O cheiro cítrico do escuro úmido
Quero o frescor do orvalho beijando a alvorada
Quero o sol que desperta meu caminhar
Vou me perder na floresta para encontrar outras eus
E sair maior, inteira
Vou mergulhar, vou voar
Até onde a vista não alcançar
E só o pulsar puder me guiar
Lanço-me ao desconhecido
Levando apenas um bem na bagagem
A vontade de ir além
Sou a poesia que me habita.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
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