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Sou a poesia que me habita.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Inesperadamente, eu


Na base da confiança
Finquei minha andança
Nos passos de uma criança
Que dança e se balança

Fui pulando de galho em galho
Criando raízes, aqui e ali
brotando flores, colhendo frutos e virando semente
Até voar, de pernas pro ar

Vim parar aqui, sem pensar
Foi o que escolhi, não pensar
Viver o presente e deixar
A vida livre pra me guiar

Então o passado redescobri
Meu ar adolescente, pueril
Músicas e sonhos, revivi
Em novo contexto, mais sutil

No vento, me reinvento
Sem medo sigo, é um outro momento

Mais madura, mais apurada
Não vou cair na mesma furada
Pra manter a pegada
O canal é estar conectada

Sintonizada, esqueço a preocupação
Pra minha natureza dar vazão
Pro passado, peço perdão
Pro futuro, proteção

Ampliando fronteiras, vou seguindo meu destino
Agradeço aos presentes que vou ganhando no caminho
Meu compromisso, já está estabelecido 
Vou ser feliz, está decidido

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