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Sou a poesia que me habita.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Olho no olho

Agora vejo o meu olhar
Está além
Do que meus olhos miram
Está aquém
Dos meus olhos que vêem

É um olhar de tempos sobrepostos
É a projeção do futuro que desejo
No que não vejo
É a identificação com o passado que conheço
No que vejo

Vejo o que eu vejo quando te olho
E não é só
O que tu és
É também
O que poderias ser

Vejo o encanto de tua doçura
Enquanto nada de doce me fazes
E distinguo os planos da minha visão

Vejo que sim, te amo
Pelo que tu és
Pelo que não és

Pelo que sou

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