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Sou a poesia que me habita.

domingo, 9 de junho de 2013

Eu?

Prisioneira de mim mesma
Do que acho que sou
Como sou

Até me sentir inadequada
Dentro de mim mesma
Me torturo arrependida das minhas ações
Questionando meus eus
Meus?

E se eu mesma não for exatamente assim?
Posso dizer que o que não agrada em mim não é meu?
Posso usar essa estratégia para afastar de mim o que já não me agrada mais?

E como fazer pra isso ir embora de fato?
Pra essa transformação acontecer?
Se minha mente segue me apontando os mesmos caminhos que não quero mais seguir?

Silenciar os pensamentos
É que dizem
Para me libertar de mim mesma

Muito fácil falar
Confesso que até fácil fazer
Por horas até
Sentada no meu tapetinho

Mas e no dia-a-dia?
Quando aquelas iscas voltam a aparecer
E meu pensamento imediato continua sendo
Morde, morde, morde

Ai...
Como reconhecer a isca antes de morder!?
Há anos que sei que minhoca morta não boia sozinha no mar
Mas continuo fisgada de novo e de novo

Mas há algo de novo?
Sim, acredito
Cada vez que vejo que mordi a isca
Algo fica mais claro dentro de mim
A certeza de que essa não é a melhor forma de conseguir comida

E respiro animada e confiante
Um dia ainda me liberto de vez
Dessas correntes de impulsos
Desses véus de crenças
E serei para sempre eu

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