Prisioneira de mim mesma
Do que acho que sou
Como sou
Até me sentir inadequada
Dentro de mim mesma
Me torturo arrependida das minhas ações
Questionando meus eus
Meus?
E se eu mesma não for exatamente assim?
Posso dizer que o que não agrada em mim não é meu?
Posso usar essa estratégia para afastar de mim o que já não me agrada mais?
E como fazer pra isso ir embora de fato?
Pra essa transformação acontecer?
Se minha mente segue me apontando os mesmos caminhos que não quero mais seguir?
Silenciar os pensamentos
É que dizem
Para me libertar de mim mesma
Muito fácil falar
Confesso que até fácil fazer
Por horas até
Sentada no meu tapetinho
Mas e no dia-a-dia?
Quando aquelas iscas voltam a aparecer
E meu pensamento imediato continua sendo
Morde, morde, morde
Ai...
Como reconhecer a isca antes de morder!?
Há anos que sei que minhoca morta não boia sozinha no mar
Mas continuo fisgada de novo e de novo
Mas há algo de novo?
Sim, acredito
Cada vez que vejo que mordi a isca
Algo fica mais claro dentro de mim
A certeza de que essa não é a melhor forma de conseguir comida
E respiro animada e confiante
Um dia ainda me liberto de vez
Dessas correntes de impulsos
Desses véus de crenças
E serei para sempre eu
Sou a poesia que me habita.
domingo, 9 de junho de 2013
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