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Sou a poesia que me habita.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fila

Bem que dizem que a fila anda
Pois numa fila o encontrei
Charmoso e engraçado
De cara me interessei

Trocamos algumas palavras
Seu embaraço era nítido
Me observava de canto de olho
Enquanto fingia ler seu livro

Ao chegar na bilheteria, notamos
Não veríamos o mesmo espetáculo
Ele lamentou a rapidez da fila
Mas não faríamos disso um obstáculo

Resolvi dar-lhe o meu número
Ele quis decorar, matemático
Mas encontrou uma caneta
Anotar seria mais prático

Combinamos de almoçar
O que será que me espera?
Quem é ele é um mistério
A curiosidade agora impera

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