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Sou a poesia que me habita.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Carta a um amigo distante no tempo

Como numa viagem galáctica
num passe de mágica
um presente ganhei

Sob o sol de uma tarde
no banco do parque
um sonho realizei

Conheci um irmão
de mesmo puro coração
em cuja presença sempre confiei

De uma verdade cortante
saiu de um silêncio angustiante
o que nunca imaginei

Uma paixão profunda
uma admiração fecunda
que sem saber despertei

Surpresa com compreensão
cumplicidade e compaixão
toda a história captei

Um amor genuíno
de um sonhador menino
um igual que encontrei

Distante apenas no tempo
mas anos e não só um momento
tranquilamente aceitei

Ficou uma felicidade grande
esse encontro de viajantes
é algo que nunca esquecerei

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